04 maio 2016

[Resenha] Cidades de Papel - Por John Green

Título: Cidades de Papel
Autor (a): John Green
Páginas: 368
Editora: Intrínseca
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4 ESTRELAS
Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.


Quentin é apaixonado pela popular e lendária Margo Roth Spiegelman desde criança quando ela ainda se mudara para a casa vizinha. Hoje eles mal se falam e pertencem a grupos diferentes na escola, mas nem sempre foi assim. Quando crianças eram inseparáveis e até mesmo encontraram um corpo de um homem que acabara de se suicidar. No momento Quentin ficou amedrontando enquanto Margo ficou fascinada e divagando sobre as cordas que seguravam a sua sanidade estourarem. Ela sempre foi diferente e isso é o que mais o trai, até que chegaram ao ensino médio e as diferenças de ambos os afastaram porém Quentin ainda a observa de longe.

— Os olhos dele estão abertos — disse ela.
— Agentetemqueirpracasa — falei.
— Eu achava que a gente fechava os olhos quando morria.
— Margoagentetemqueirpracasaecontarpralguém.
Ela deu outro passo. Estava perto o suficiente para tocar o pé do sujeito caso esticasse o braço.
— O que você acha que aconteceu com ele? — perguntou. — Talvez tenha sido por causa de drogas ou coisa assim.
Prólogo

Anos depois Margo bate a janela de Q em plana madruga convidando-o para uma aventura no qual ela queria se vingar das pessoas traiçoeiras e mentirosas da sua vida. Q fica receoso em aceitar mas estar com Margo por uma noite inteira é incentivo mais que suficiente para ele ceder. Os dois saem realizando tarefas que Margo estipulou em sua lista que vai desde invadir o Sea World á depilar as sobrancelhas do valentão da escola Chuck. 

Quentin se dá conta que essa foi a melhor e mais empolgante noite de sua vida e que depois disso ele teria uma chance com ela. As coisas saem completamente diferentes do que ele espera. Margo desaparece um dia depois da aventura sem dizer a ninguém onde foi. As pessoas já estão acostumados á isso já que não é a primeira vez que isso acontece. Quentin fica arrasado e certa amanhã ele encontra uma pista deixada pela jovem no qual leva a mais pistas sobre a sua localização. Quentin entra numa busca para desvendar o mistério onde envolve seus melhores amigos para achar a garota que ama.


Li somente um livro do John Green que no caso foi A Culpa é das Estrelas e, contrariando a quase todo mundo, não curti a estória. Depositei minhas esperanças em Cidades de Papel pois todo esse mistério em torno da Margo me pareceu mais promissor e atraente. Não vou dizer que me decepcionei pois pude comprovar que os livros do John Green não são para qualquer pessoa pois definitivamente não funcionam para mim.


O livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista Quentin no qual o enredo é dividido em três partes. A primeira parte conta sobre a aventura de uma noite de Quentin e Margo, a segunda parte sobre o desaparecimento e a busca pelas pistas e a terceira parte sobre encontrar Margo. Me senti em uma montanha russa com os acontecimentos das estória, mas não foi exatamente positivo. 


A parte um da estória é empolgante com cenas incríveis das peças pregadas pelos dois, nela podemos conhecer mais da personalidade doida que a Margo tem e um pouco como age. Ela é uma jovem impulsiva e aventureira que não liga para consequências dos seus atos. Todas as artimanhas que fez foram muito espertas ao ponto de ter pensado nelas sem que houvessem consequências para o Quentin. Fora que foi muito engraçado.


Meu maior problema foi com a parte dois do livro que foi a razão das três estrelas. Eu curti tanto a um que pensei que a dois seria ainda melhor, mas o caso é que ela foi arrastada e monótona. Conhecemos mais sobre quem o Quentin é e como ele gostaria de ser. Com toda a aventura que teve ele se sentiu na obrigação de ir atrás dela e se empenha ao máximo para encontra-la desvendando pistas absurdas mesmo que tenha que colocar sua segurança em perigo. 


Se tem algo que o tio João Verde sabe fazer é construir personagens únicos. Como alguém poderia pensar na construção de um adolescente negro que tem pais abecados em colecionar Papai Noeis Negros????? Pois esse é o Radar, um dos amigos do Q. Ele é o cara antenado nas tecnologias e também ama muito os pais mas sente vergonha dessa fixação deles ao ponto de morrer de vergonha de levar a sua nova namorada Ângela conhece-los e ver a coleção bizarra.

"Eu já tinha ouvido Radar dizer “a maior coleção mundial de Papais Noéis negros” mais de mil vezes, e ainda assim nunca perdia a graça. Mas ele não estava brincando. Eu me lembro da primeira vez que o visitei. Devia ter uns treze anos. Era março ou abril, ou seja, vários meses depois do Natal, mas ainda havia Papais Noéis negros no parapeito da casa."
Capítulo 01

Ben é outro amigo do Quentin no qual é um adolescente que demora em amadurecer. Fala besteira na hora que não é para falar e faz coisas idiotas em locais impróprios. Mesmo sendo bem diferentes os três funcionam muito bem e até mesmo se unem ao Quentin na busca por Margo. Nesse aspecto achei incrível a interação deles pois mesmo discordando estão com o amigo no que der e vier. Ainda somos apresentados a outros personagens secundários como a irmã mais nova de Margo e Jessica sua amiga preocupada. 


Algo que achei interessante no enredo foi o amor platônico do Quentin. Ele moveu céus e terra somente pela possibilidade de estar perto dela. Ela não sente o mesmo o que me deixou triste ao primeiro momento e logo após irritada pois ela não merecia tanto esforço da parte dele. Mas essa é a questão crucial. Quentin não a conhece de verdade, eles eram amigos na infâncias mas ele não conhece essa Margo no qual esta idealizada em seus pensamos, é o mesmo amor que sentimos por aquele cantor famoso. Algo que acontece somente em nossas cabeças.

"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um."
Prólogo

A escrita do autor é muito inteligente. Cada acontecimento é ligado a outro e dessa forma vemos uma teia de possibilidades do enredo no qual só descobrimos de fato o que é  quando ele resolve revelar. Algo que gostaria de ressaltar é o trabalho que ele teve com a pesquisa sobre as cidades de papel. Quando peguei o livro não fazia a minima ideia do que seriam e me surpreendi positivamente, foi até mesmo um aprendizado. 


Como disse meu problema com a estória foi a parte dois. Temos uma parte um relativamente curta e muito empolgante, no qual começamos a parte dois com um começo promissor no que acaba sendo arrastada e monótona para logo depois, iniciar a parte três voltando com toda a empolgação da estória. Estamos num ritmo frenético de leitura para sermos obrigados a desacerar quase parando e depois de muitas e muitas páginas voltarmos acelerar novamente. Acabou que se tornou cansativo e o final nem valeu tanto a pena assim.


O livro físico em si está maravilhoso. O trabalho gráfico da editora está espetacular onde nas primeiras folhas temos uma especia de mapa. A capa foi mantida a original e só entendemos sua referência com o decorrer da estória. A diagramação está impecável com letras e espaçamentos em ótimas proporções. Também não encontrei nenhum erro ortográfico ao decorrer da leitura e olha que li com bastante calma.


No geral o livro é bom. Como eu disse não é uma leitura para todos pois pra mim não funcionou como eu esperava. Se você é fã dos livros do autor com certeza é uma boa indicação mas, se assim como eu, tem expectativas altas recomendo a desacelerar e não se enganar pelo começo frenético, pois ele logo fica calmo até de mais. Isso me incomodou mas talvez você possa achar positivo, tudo vai da maneira como encarar a leitura. 




Assim como em A Culpa é das Estrelas o livro também foi adaptado para os cinemas e achei bem fiel ao livro, só que um final razoante melhor, pelo menos ao meu ver. Para aqueles que ainda não viram vale super a pena conferir.

15 comentários:

  1. Olá!
    Uma pena que você não tenha gostado de A Culpa é das Estrelas. Pra mim, ele e Quem é Você, Alasca são os melhores livros do John Green. Eu pessoalmente amei. Infelizmente tive a mesma sensação que você ao ler Cidades de Papel. A segunda parte do livro é muito decepcionante, chata e sem muito nexo. Na primeira parte se mostrou tão promissor. Fiquei bem triste quando ritmo da leitura caiu tanto. Na verdade o que salvou foram alguns quotes marcantes que a obra tem, porque o final, em si, eu também não gostei. Margo ao meu ver foi muuito fútil, e no filme isso ficou ainda mais evidente :(

    Abraços
    David
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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  2. Olá,

    Confesso que me desfiz do livro só de raiva desse final HAHAHA.
    Green escreveu uma obra cativante e bem desenvolvida e com pitada de mistério e loucas aventuras e além de citar autores que eu adoro hehe.

    Porém, aquele final me decepcionou e deu vontade louca de quebrar a cara da Margô e pergunta se o John escreveu esse livro bêbado hehe.

    Beijos,
    poesiaqueencantavida.blogspot.com.br

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  3. Assim como vc destacou em seu texto, confesso que esse autor não é para mim, pelo menos eu ainda não tive vontade de ler nenhum de seus livros. Mas é sempre interessante conhecer a opinião das pessoas que leem a obras dele. Uma pena que você não curtiu tanto a leitura, mas pelo menos não foi de todo ruim e você conseguiu continuar a leitura, muitos desistem.

    Leituras, vida e paixões!!!

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  4. Oi,
    Olha concordo com você que a primeira parte do livro é mt boa e a segunda deixa o livro é tão lenta que deixa o livro meio chato.
    Achei o final do filme mt melhor que o do livro até o próprio autor concorda! rsrs
    Bjs!
    Fadas Literárias

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  5. Oiee

    O primeiro livro que li do autor também foi A Culpa é das Estrelas e contrariando a maioria não fluiu pra mim. Depois tentei esse, mas foi o mesmo fiasco, esse nem cheguei ao final. Não vou dizer que o autor as histórias são ruins porque acho que não é o caso, mas para mim definitivamente não rolou.
    Sua resenha ficou ótima!

    bjs
    Fernanda
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  6. Olá!

    Eu não gosto do John, mas tentei ler esse livro. Não consegui passar da segunda página. Muito arrastado. Enfim, como você disse, não é todo mundo que consegue acompanhar.

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  7. John Green até parece ser um bom escritor, porém esta muito na moda, ou estava, e não faz meu estilo, é uma escrita muito água com açucar, prefiro os de terror e os clássicos

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  8. Eu li ACEDE há um tempo atrás e me apaixonei pela escrita do autor. Comprei todos os livros dele depois disso. E sabe quantos li???? Só ACEDE... tsc, tsc. Tenho tantos livros na imensa e interminável pilha aqui em casa, que acabo sempre deixando esses pra depois. Apesar de ainda sentir vontade de ler os livros dele, fiquei com o pé atrás por você dizer que não é um leitura que agrade todos. Mas gosto é gosto, né??? Vai que eu ador. Tomara que sim.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  9. Oioi! Tudo bem?
    Não sou mto fã do John Green, até gostei dos livros, mas não sei de onde vem essa fama dele que as pessoas ressaltam tanto.
    Cidades de papel ainda nao li, mas nunca me animei a ler. Achei a premissa fraca e por isso nunca quis ler.
    Bom que aqui eu li mais sobre o livro e vc como eu nao vai mto com a escrita dele hehe.
    Os persongens criados por ele realmente sao unicos, mas ainda nao me convenço que ele seja tudo de bom assim.
    Beijos.

    Livros e SushiFacebookInstagramTwitter

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  10. Oie
    eu adoro o livro mas fiquei um pouquinho decepcionada com o livro, essa história é bem legal e eu particularmente super entendo o final e não vejo nada demais da parte da Margo, bela resenha

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  11. Olá, estou enrolando essa leitura já faz um ano...quero começar e ao mesmo tempo não tenho muita vontade...kkkk

    Não sei, acho que cansei do autor.

    Abraços

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  12. Eu também só li A Culpa é das Estrelas, mas ao contrário de você, me apaixonei pela trama e gostaria muito de conferir outros livros do autor. Muitos dizem que Cidade de Papel é o melhor livro dele,mas fiquei um pouco decepcionada com alguns aspectos que você ressaltou na resenha,claro que isso não diminuiu minha vontade de conferir a historia, mas deixa claro como alguns livros "funcionam" muito bem para alguns ,mas nem tanto para outros.



    bjssss


    Apaixonadas por Livros

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  13. Ola Lindona eu confesso que não consigo seguir em frente com os livros do John os acho muito parado o que não me incentiva a prosseguir com a leitura. Minha filha comprou esse livro a premissa em si não me chama atenção. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  14. Comecei a ler esse livro, mas abandonei por que a história não foi convincente. Ainda quero finalizar. Mas desse vez tio Green deixou a desejar. Bjs

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  15. Oi...pois é...não funcionou pra mim também! Sei lá...não me convenceu! A Culpa é das Estrelas eu só assisti o filme, não gosto desse drama todo e a escrita do autor não me cativa!

    Mas olha, amei a tua resenha! A form com que tu expôs as tuas impressões está incrível e as fotos que tu escolheu estão lindas!!!!!

    parabéns

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