31 agosto 2016

[Resenha] A garota sem nome - Por Marina Chapman


Título: A garota sem nome
Autor (a): Marina Chapman
Páginas: 322
Editora: Record
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Sinopse: Em 1954, em um vilarejo remoto da América do Sul, uma menina de 4 anos foi sequestrada e abandonada no coração da floresta tropical colombiana. Sozinha e com medo, agarrou-se à única companhia que encontrara: um grupo de macacos que a acolheu em sua família. Em um relato comovente, Chapman revela os detalhes do período ao longo do qual foi pouco a pouco se tornando feroz. O que ela não sabia, no entanto, é que o seu maior teste de sobrevivência não seria na selva.
Depois de anos na floresta, Chapman, já com 10 anos, foi capturada por caçadores e devolvida à civilização. Vendida para um bordel, seria escravizada e espancada diariamente, até escapar – para viver a perigosa rotina de uma criança de rua, e depois a de prisioneira dentro da casa de uma família mafiosa colombiana. Mas havia uma esperança...
A garota sem nome narra esta incrível história de sobrevivência e perseverança — uma demonstração do verdadeiro significado de “humano” e do que nos conecta às pessoas.

Na década de 1950, no interior da Venezuela, ou da colômbia talvez, vivia uma menininha de aproximadamente cinco anos. Ela morava com os pais, e certo dia colhia vargens no lado de fora de sua casa, quando de repente alguém desconhecido a dopou e sequestrou. Depois de muito andar, os sequestradores deixaram a garotinha no meio da selva e simplesmente foram embora e não voltaram mais. A princípio, ela imaginou que tudo aquilo não passava de uma brincadeira e por muitas horas esperou ansiosa o aparecimento de sua mãe, o que nunca aconteceu.

"Quando nos encontramos com alguém pela primeira vez, costumamos dizer nosso nome. É a primeira coisa que fazemos, e dá aos outros uma forma de identificar-nos. Eu faço isso. Digo às pessoas que meu nome é Marina. Este não é o nome que meus pais me deram quando nasci; é o que escolhi para mim quando tinha cerca de 14 anos. Meu nome de nascimento, como tudo o mais desde a minha tenra infância, perdeu-se no tempo.
As coisas que importam - as primeiras lembranças, que nos ajudam a estabelecer nossa identidade, que as pessoas consideram como verdades - para mim estão há muito tempo esquecidas. Quem eram meus pais? Quais eram seus nomes e com quem se pareciam? Não sei. Não tenho nenhum retrato deles na memória, nem mesmo lembranças nebulosas. Não tenho ideia nem mesmo de com quem se pareciam. Tenho tantas perguntas que nunca serão respondidas. Como era minha casa e como vivíamos? Eu me dava bem com minha família? Terei irmãos que se lembram da irmã desaparecida e, se for assim, quem são e onde estão agora? O que eu gostava de fazer? Era amada? Era feliz? Quando é o meu aniversário? Quem sou eu?"

Conforme o dia deu lugar a noite e a fome foi aparecendo, a garotinha sabia que deveria tomar alguma atitude. E foi então que surgiram os macacos. A princípio observadores e arredios, analisaram-na por horas a fim de descobrir se aquela criatura diferente lhes oferecia perigo. Quando perceberam que ela era indefesa, acolheram-na em seu grupo, e foi com eles que a garotinha aprendeu a conseguir sua própria comida, escalar árvores, usar uma linguagem de guinchos e gritos como a daqueles macacos e a fortalecer seus membros, inclusive criando uma grossa casca nas mãos e nos pés para poder sobreviver naquele lugar primitivo e cheio de perigos.

"Então chorei livremente. Não podia parar as lágrimas que jorravam de meus olhos. E enquanto tropeçava pela selva, arranhada e golpeada por ramos malvados, continuava a tentar entender como eu tinha chegado ali. Meus pais tinham planejado aquilo? Seria isso? Eles queriam ficar livres de mim? Tentei pensar no que eu poderia ter feito para fazê-los ficar tão zangados comigo. Será que foram as vagens de ervilhas? Estavam zangados porque eu colhera muitas? Minha mãe ou meu pai teriam pedido àqueles homens horríveis para que me pegassem?"

A medida que o tempo foi passando, mais a criança se sentia integrada ao seu novo grupo, mas intimamente o desejo de ser aceita e acolhida por um grupo humano semelhante a si permanecia. Foi assim que quando apareceram dois caçadores, em meio aquele mundo imenso dos animais, ela os seguiu e esperando ser acolhida por eles, deixou para trás aquele mundo tão conhecido. Porém, nada saiu como o esperado, e os caçadores se mostraram ruins e desumanos: venderam a menina para uma casa onde meninas com pouca idade tinham seus corpos vendidos diariamente e conheciam o mundo da prostituição desde muito cedo.

"E o encontro não me ensinou apenas outra lição de sobrevivência. Também marcou um momento em que minha vida com os macacos mudou. Porque daquele dia em diante, a atitude do macaco Vovô em relação à minha presença continuada mudou completamente. Uma vez indiferente e depois obviamente cauteloso, ele agora se sentia tanto meu protetor como meu amigo.
Agora ele parecia contente ao dividir a comida comigo e cuidar de mim, e com frequência se banqueteava com os insetos que viviam no meu cabelo. Pouco a pouco minha sensação de solidão e abandono começou a diminuir. Embora ainda houvesse noites em que eu ficava tomada pelo que perdi e chorava por horas, essas situações de tristeza estavam ficando mais espaçadas. Enrolada em forma de bola, no meu tronco oco de árvore, com o som familiar e reconfortante dos macacos acima de mim, eu estava gradualmente me transformando em um deles."

Mais uma vez a garota teve de adaptar-se a um novo ambiente e novamente teve de aprender os costumes de seu novo grupo, pois ela não conhecia talheres, roupas, banho ou os lugares onde uma pessoa deve fazer suas necessidades. Porém, em determinado momento ela viu que aquela vida lhe oferecia também muitos riscos e fugiu outra vez, tornando-se então uma menina de rua e aprendeu a roubar para conseguir manter-se viva. Se não bastasse tanto perigo, enquanto estava nas ruas a menina conheceu e se envolveu acidentalmente com uma perigosa família da máfia, que mais uma vez ameaçava gravemente a sua vida.

"Que coisa intensa é essa necessidade humana de ser amado. É uma das coisas mais profundas que faz os animais sociais interagirem. Assim como os macacos cuidam tanto uns dos outros, eu também havia aprendido que aqueles animais humanos também o faziam. E isso era tudo o que eu queria: ser amada e cuidada por eles. E tudo que era preciso, ou pelo menos assim eu acreditava, era que uma mãe visse aquela necessidade em meus olhos."

Nessa história que parece ficção, mas é uma realidade crua, Marina chapman nos apresenta seus dias de sofrimento e tenta reunir da melhor maneira suas lembranças imprecisas, nos dando um retrato de uma vida inimaginável e cheia de perigos.

"Aprendi uma lição valiosa naquele dia. Lição duradoura, também, porque ainda ressoa em mim hoje em dia. Família não é apenas o grupo de pessoas a quem você parece pertencer, ou que está mencionado na sua certidão de nascimento, ou até mesmo as pessoas que compartam seu DNA. A família se encontra em qualquer lugar onde você é amada e cuidada. Isso pode significar amigos ou pais adotivos, um grupo ou até mesmo uma instituição de caridade. O que importa mais - muito mais que a química ou os antepassados - é aquele vínculo precioso, aquela certeza de que eles não te abandonarão."



Confesso que essa foi uma das resenhas mais difíceis que escrevi. Não que o livro não seja bom, pelo contrário, é um livro ótimo, porém os fatos são tão chocantes e em alguns momentos os acontecimentos são tão surpreendentes que por vezes paramos e ficamos refletindo a respeito daquilo tudo e se alguém seria resistente o suficiente para enfrentar toda aquela situação. Acompanhamos nesse livro de escrita leve e ágil a história da garotinha sem nome, que mais tarde se tornou Marina, acompanhamos a mente infantil onde ela apenas pensava na chegada do seu quinto aniversário e os momentos onde ela foi arrancada de seu habitat para ser jogada em um mundo selvagem, literalmente, onde passou a viver em meio aos animais.

Em alguns momentos fiquei perplexa pela quantidade de insetos venenosos que passaram pelo corpo da criança e também fiquei agoniada com o tanto de frutos, que muitas vezes podiam ser venenosos e que ela ingeria para sobreviver. Porém, em alguns momentos, confesso que me perguntei se toda a situação narrada no livro, principalmente a época em que marina viveu com os macacos era realidade ou parte fruto da imaginação. Fiquei me perguntando se a realidade era maior ou menor do que nos era apresentada, porque é fato que uma pessoa, cinquenta anos depois dos fatos descritos pode ter visões diferentes do que lhe aconteceu, e a mente, tão poderosa pode criar coisas a mais. Acredito que por não conseguir ter essa certeza dos pensamentos a autora optou por uma biografia romanceada.

O ponto mais positivo para mim foi a escrita. É leve de uma forma que conseguimos visualizar todos os acontecimentos que estão sendo descritos e inclusive, em alguns momentos, consegui sentir o calor do sol de que a protagonista falava. Esse é um ponto extremamente favorável, principalmente para aqueles leitores que não gostam de livros biográficos por sua carga pesada e escrita densa. Além disso,  a autora soube nos transportar para a mente da criança quando ela estava na selva, mostrando-nos pensamentos inocentes e ingênuos, como só uma criança teria, e depois nos leva para o começo da adolescência e a evolução do pensamento e da visão de mundo daquela garotinha.

Outro fato que me chamou muita atenção e que foi muito bem trabalhado no livro foi a abordagem dos cenários. Quando mencionava a selva a autora conseguia nos passar toda a imensidão e a calmaria presente naquele local, e também quando falava da cidade da Colômbia, com suas ruas cheias de mafiosos, suas lojas, parques, barracas e perigos também conseguia fazer com que  nos sentíssemos andando naqueles ambientes descritos. Além disso, também conseguimos compreender bem os sentimentos de pertencimento e acolhimento que aquela família de macacos fazia aquela garotinha sentir. Vemos os cuidados, a preocupação, a inserção daquele ser desconhecido em seu mundo selvagem e também podemos observar os animais em seu habitat mais natural e primitivo e percebemos que suas ações também tem certa racionalidade.

Como ponto negativo houve apenas um, que me fez tirar inclusive uma estrela da nota do livro: o fato de o livro acabar quando a protagonista tinha quatorze anos. Tudo bem que isso é explicado no final da história, onde a pessoa que ajudou marina a colocar tudo aquilo no papel explica que era uma história muito grande e que então seria dividido em partes, mas para mim foi muito frustrante sentir que naquele momento em que eu me sentia tão em sintonia com a obra ela acabaria para ter sua segunda parte com publicação indefinida.

A protagonista de tudo, Marina, é obviamente alguém forte, mas não conseguimos descobrir muito a respeito de sua personalidade adulta devido ao livro acabar no meio da sua  adolescência, porém o que percebemos é que todos os acontecimentos pelos quais ela passou obviamente deixaram marcas.

O livro é dividido em prefácio, onde a filha de Marina nos fala um pouquinho a respeito da mãe, logo depois há o prólogo, onde marina fala sobre si no presente e depois temos 30 capítulos, todos narrados em primeira pessoa, onde somos levados para o passado e para toda a história da garota sem nome. Minha leitura foi realizada em ebook e não encontrei erros de ortografia.

A garota sem nome é uma história real de sobrevivência, coragem e de luta. Uma história que fala sobre não saber literalmente o que o próximo dia nos aguarda e também sobre acreditar nas pessoas mais uma vez, após tanta decepção. Recomendo essa obra para todos que gostam de histórias fortes e tocantes, e torço intensamente para que a segunda parte da história de Marina venha para o brasil em breve.

29 comentários:

  1. Olá
    Não conhecia esse livro, mas só por ser uma história real já me interessa muito. Por isso, compreendo que deve ser mesmo difícil fazer a resenha sobre ele. Confesso que até me arrepiei ao conhecer mais esse enredo e deve ser tudo muito intenso desde o começo. Quero ler com certeza!
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  2. Não conhecia o livro e achei a proposta muito instigante. Fiquei meio chocada quando você disse que era uma história real...acho que deve ter um pouco de ficção aí no meio, essa parte doa macacos deve ser sim fruto da imaginação dela, não é possível! Hahaha
    Acho que eu leria o livro, pois nunca li nada parecido e deve ser muito interessante mesmo.

    Beijocas

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  3. Olá!!

    Eu não conhecia e já me interessei. Gosto de histórias reais e concordo, realmente é muito difícil resenhar um livro assim e a sua resenha ficou perfeita!
    A capa é bem instigante!

    bjs
    Fernanda
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  4. Oii
    Não conhecia o livro e é muito mais interessante quando encontramos histórias baseadas em fatos reais. Compreendo o fato de ter sito difícil escrever sobre alguns acontecimentos do livro. Mesmo assim não é um livro que me interessa, apesar da história toda ser linda.
    Beijos

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  5. Nossa, uma história real? Parece mais um trecho saído do filme Tarzan.
    De fato está aí um livro que eu não conseguiria ler. As dores físicas e todas as dores na alma, sem contar o tanto de medo que a personagem deve conseguir transmitir a cada página me deixaria aflita.
    De todo jeito, adorei sua resenha e a conclusão que tirou do livro.
    Obs: Cenário lá em cima tá com S.
    Bjs

    www.eupraticolivroterapia.com.br

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  6. Oi Tamara linda,
    O que mais gostei na rama é a pegada da superação, da força, da coragem. Acho que precisamos de mais enredos assim, independente do gênero. Saber que não é ficção, me deixou incomodada a ler o mais rápido possível porque senti que será uma leitura que agregará demais!!!
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  7. Ola Tamara lendo a sinopse do livro já fiquei impressionado como essa criança aos 4 anos já foi imposta a sobrevivência sozinha e anos mais tarde quando parecia que tudo ia melhorar a vida lhe dá uma rateira de novo, quanto sofrimento, fiquei muito intrigada com essa história real. Não conhecia o livro e pretendo ler. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  8. Oi Tamara, nossa conforme fui lendo sua resenha passei mal com a agonia que senti ao saber tudo que a personagem passou até mesmo porque tenho uma filha com esse nome é de apenas cinco anos. E pelo que entendi da Resenha é um livro baseado em fatos reais?
    Deve ser uma obra muito intensa e no momento não estou preparada para ler algo assim. Livros que envolvem crianças mexem de mais com o meu psicológico.
    Bj

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  9. Tamara, são os livros mais dificeis que sai as melhores resenhas parabéns, fiquei muito tensa só de ler, dica anotada. Bjkas

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  10. Olá Tamara,
    Que livro agoniante, sério. Só de ler sua resenha já comecei a sentir calafrios na espinha. Estou meio que em choque com a história e não fiquei curiosa para ler.
    Tive a mesma dúvida que você sobre se seria mesmo um acontecimento ou algo proveniente da mente de Marina e, sinceramente, não quero saber. A experiência que tive ao ler sua resenha foi muito estranha e a leitura do livro deve proporcionar algo mais intenso. Te dou parabéns por ter lido e resenhado a obra e vou deixar a dica passar.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  11. Oi Ta!
    Caramba, um livro com uma temática assim pela Galera Record? D: Me pareceu tão mais record esse tema tão denso e psicológico. Deve ser realmente algo diferente vê uma criança nessas situações. Deus, fiquei curioso, apesar de não ser meu estilo de leitura. Imagino a profundidade da leitura.

    Abraços
    David
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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  12. oh seria um spoiler saber que o livro termina com ela com 14 anos?
    Enfim, eu não conhecia o livro e pela capa eu não o leia mas, felizmente, nunca julgo um livro pela capa. Gostei da sua resenha e fiquei curiosa para ler, só não sei bem se eu gostaria mas o fato é que me interessei.

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  13. Que livro incrível!! Não conhecia esse livro, mas UAL fiquei com muita vontade de ler. Tenho certeza que será uma leitura maravilhosa pra mim. Adorei a resenha, só pelo que li já posso dizer que vou adorar!

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  14. Hi baby, tudo bem? não conhecia esse livro e ao ler sua resenha logo lembrei de outros personagens como essa menina, Mogli e Tarzan, gosto de livros com essa premissa! adorei sua resenha, muito bem estruturada <3

    Lilian Valentim
    http://speakcinema.blogspot.com.br/
    beijinhos

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  15. Olá!
    Não conhecia o livro e tô bem chocada com tudo que aconteceu com Marina. Devem ter coisas tão absurdas/fortes que podem fazer o leitor duvidar se é mesmo verdade ou imaginação, como você citou...
    Gostei de saber que a escrita é leve. Não curto livros do gênero, mas fiquei bastante interessada nesse. Marina é uma guerreira!
    Dica anotada!
    Beijos!

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  16. Uau! Tamara confesso que comecei essa sua resenha sem pretensões algumas por parte do livro, já havia visto a capa dele em algum lugar, mas nunca havia parado para ler a sinopse ou conferir alguma resenha. Parece ser uma história no mínimo intensa, fiquei interessada por essa obra.

    http://umreinomuitodistante.blogspot.com.br/

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  17. Oie
    essa capa é muito linda, adorei o enredo do livro e parece ser uma leitura muito interessante, lembro que quando lançou eu fiquei bem curiosa

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  18. Olá...
    CHOCADA essa é a palavra que defini a minha reação ao ler sua resenha! Não tinha conhecimento sobre essa obra e nem sobre essa história da garota... São fatos tão absurdos que fico imaginando se é real.
    Gostei do que li e acho que vou comprar esse exemplar pra mim.

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  19. Não é o tipo de livro que eu leio, mas parece ótimo pro público certo. Me lembrei um pouco de Tarzan... coisas da infância.
    www.belapsicose.com

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  20. Olá, tudo bem? Simplesmente amei o livro, ele contém um enredo chocante e ao mesmo tempo te dá vontade de continuar lendo e não parar nem por um segundo, acredito que se eu lesse esse livro ficaria por umas duas semanas com ressaca literária, ele é simplesmente intenso e maravilhoso, pelo menos foi o que eu percebi com o resumo da estória. Pode ter sido difícil para você fazer a resenha desse livro, mas conseguiu, e saiu muito bem feita, tão bem feita que me deixou com uma baita de uma vontade de lê-lo. Agradecida, por me apresentar um livro tão maravilhoso assim. Beijoss...
    Blog Leer Soñar Crear: http://leesoncre.blogspot.com.br/

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  21. Que história incrível é essa! Eu não posso imaginar tudo que Marina passou durante todos esses anos, e por isso sua biografia seja realmente necessária para compreendermos um pouco de toda essa montanha russa de acontecimentos que ela passou. Estou extremamente curiosa para conhecer mais, e apesar do livro terminar quando a conexão está forte, não me desanima para a leitura. Adorei a dica.
    Bjim!
    Tammy

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  22. Oi
    em um primeiro momento, seria aquele livro que eu não leria, que não faz parte do meu card natural de leitura, porém, as vezes precisamos experimentar outras coisas, novos gêneros e afins. Esse livro, novamente, não seria minha escolha natural, porém a história diferente me intrigou e me levou a pensar que talvez valesse a pena ler esse livro! Parabéns pela resenha, super bem explicado!
    Bjs

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  23. Oi Tamara,
    Eu fiquei chocada com a sua resenha, esse livro parece contar uma extremamente real. Eu fiquei comovida pela personagem, e me perguntei várias vezes o porque dos seus pais terem feito isso com ela.

    O livro tem uma escrita muito envolvente, e deixa o leitor intrigado para conhecer mais da historia. Adorei a resenha, e espero lê-lo assim que possível.

    Beijoss, Enjoy Books

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  24. UAL, eu realmente estava pensando no começo "que mente criativa para criar uma história dessas", então quando vi que o livro era biografico fiquei assustada, que história peculiar,amo livros biograficos, a carga de emoção é pesada e eu adoro, estou ansiosa demais para ler esse livro e espero que lance logo a segunda parte porque parece o tipo de livro que ficarei ansiando por mais

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  25. Não conhecia o livro, mas vamos combinar, quanta desgraça!!! Fiquei boiando em uma coisa; e nem sei se isso chega a ser explicado no livro, mas pegaram a guria e a deixaram no mato, pura e simplesmente? Por maldade? Apesar de te me interessado pelo livro, não vou ler no momento por conta da continuação. Prefiro esperar o livro 2 sair a ficar cheia de perguntas na cabeça sem saber como fica. De qualquer forma, me parece um livro que vai mexer comigo.
    Bjs, Rose

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  26. Olá.
    A record cada vez nos deixando loucos com tantos livros bons. Fiquei encantada com a premissa desse livro, nunca li nada semelhante e tenho certeza que vai ser um livro muito reflexivo para mim, acho que para todos. Aposto que também vou parar a leitura em alguns pontos impactantes.
    Amo quando a escrita de um autor nos permite visualizar as cenas, isso é simplesmente maravilhoso. Com toda certeza quero ler o livro.

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  27. Oie!
    Nossa, eu não conhecia esse livro e acho que eu fiquei muito, mais muito surpresa mesmo lendo a sua resenha.
    Não sei se eu o leria agora, por não ser o meu tipo de livro, mas confesso que eu fiquei bem curiosa.

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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  28. Oi,
    Eu fiquei na dúvida se leria ou não esse livro. Aborda um tema muito forte e muito sofrimento.
    Não estou preparada!!! Mas, fiquei curiosa lendo a sua resenha.
    Parabéns
    beijos
    Daya

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  29. Olá!

    No início da resenha, eu achei que a história seria uma releitura de Tarzan, mas conforme fui lendo sua resenha percebi que o livro é muito mais do que uma menina que conviveu com macacos, a protagonista é uma guerreira e esto curiosa para fazer a leitura, mesmo tendo cenas tão complicadas de se "digerir".

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br

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