19 outubro 2016

[Resenha] O Arqueiro - Por Bernard Cornwell



Título: O arqueiro
[A Busca do Graal # 1]
Autor (a): Bernard Cornwell
Páginas: 448
Editora: Record
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Sinopse: O arco longo, uma arma mortífera, tornou o exército inglês o mais poderoso da Europa, no século XIV, quando o continente viu surgir um dos maiores conflitos armados de todos os tempos: A Guerra dos Cem Anos. O escritor Bernard Cornwell, apaixonado estudioso de história militar, parte desse episódio para escrever um de seus melhores romances, em que o jovem arqueiro Thomas, sem querer, é colocado na trilha do lendário Santo Graal.
Thomas tem apenas 18 anos quando sua aldeia é atacada por um homem misterioso, conhecido apenas como Arlequin. Ele lidera um grupo de guerreiros com uma missão: roubar a lança de São Jorge. Uma das maiores relíquias da cristandade. O jovem escapa e promete ao pai moribundo vingar-se dos agressores e recuperar o objeto precioso. Deixa o que restou do povoado e viaja para o outro lado do Canal da Mancha, onde se junta a grupos de arqueiros ingleses em permanente combate com os franceses. Começam, então, suas aventuras em campos de batalha. O que ele ainda não sabe é que terá de enfrentar um grande mistério que assombra sua vida: os planos diabólicos do famigerado Arlequin, que podem afetar o destino de muitos reinos poderosos.
Cornwell consagrou-se entre os leitores com sua releitura das aventuras de Artur e seus cavaleiros, realizada a partir de descobertas arqueológicas recentes. A mesma riqueza de detalhes e descrição de batalhas e personagens é encontrada em O Arqueiro. Um romance apaixonante sobre um dos períodos mais conturbados da História Inglesa.


"- Meu bisavô a trouxe da Terra Santa - disse o padre Ralph - e eu a roubei de meu pai e o filho do meu irmão a roubou de nós, hoje. - Ele falava baixinho. - Ele vai fazer o mal com ela. Traga-a para casa, Thomas. Traga-a para casa.
- Vou trazer - prometeu-lhe Thomas. A fumaça começou a ficar espessa na igreja. Os atacantes não haviam posto fogo nela, mas o sapé era atingido pelas chamas que vinham dos fragmentos em chamas que enchiam o ar. - O senhor disse que o filho de seu irmão a roubou? - perguntou Thomas.
- Seu primo - sussurrou o padre Ralph, os olhos fechados. - O que estava vestido de preto. Ele veio e a roubou.
- Quem é ele? - perguntou Thomas.
- O mal - disse o padre Ralph. - O mal. - Gemeu e abanou a cabeça."

Na noite que antecedeu a páscoa de 1342, Thomas, um rapaz de dezoito anos que estudava para ser padre no futuro, uma obrigação imposta pelo pai, e mais quatro homens faziam uma vigília na igrejinha da pacata aldeia de Hoocton, na Inglaterra. Essa igreja abrigava um precioso tesouro, a lança de são Jorge, uma lança, que segundo as lendas, o santo teria utilizado para matar um dragão, e ainda dizia-se que apesar de ela ser um objeto que aparentemente com o mínimo manejo se quebraria, ela teria o poder de vencer qualquer batalha na qual fosse usada. Assim que amanheceu, ao invés de celebrarem o domingo de páscoa com muita fartura, os aldeões foram surpreendidos por franceses que invadiram o local e o devastaram, destruindo casas, matando homens e estuprando mulheres. Porém o objetivo de um desses franceses, conhecido por Arlequim,  era roubar a famosa lança, o que conseguiu realizar com êxito. Mas Thomas conseguiu escapar, e  enquanto via o lugar onde vivia ser destruído, também encontrou o pai moribundo dando seus últimos suspiros, e enquanto morria o pai lhe fez prometer que traria a lança de volta e se tornaria um soldado, como havia sido o seu avô, o que era um desejo antigo de Thomas que era hábil na construção e manejo de arcos e estes  aos poucos se tornavam uma arma mortífera.

"Muitas vezes, Thomas achava estranho que quando monges e escrivães faziam seus livros, pintavam a guerra como uma coisa pomposa. Os pincéis de pêlo de esquilo mostravam homens em casacos ou mantos de cores brilhantes, e seus cavalos em arreios ricamente enfeitados. No entanto, na maioria das vezes a guerra era cinzenta até as flechas atingirem o alvo, quando se tornava matizada de vermelho. Cinza era a cor de uma cota de malha, e Thomas estava vendo cinza entre as folhas verdes. Não sabia se eram franceses ou ingleses, mas tinha medo dos dois. Os franceses eram o inimigo, mas os ingleses também o eram até que se convencessem de que ele também era inglês e, além do mais, de que ele não era um desertor do exército deles."

Ao perceber que já não havia mais nada para si naquele lugar, o jovem rapaz juntou seus poucos pertences, dentre eles o seu melhor arco, construído com suas próprias mãos, e partiu. Depois de algum tempo de viagem, Thomas encontrou exércitos ingleses e se juntou a eles, ansiando por batalhas onde pudesse exercer seu verdadeiro ofício de arqueiro e onde pudesse, quem sabe um dia recuperar a lança de seu pai, que não fazia ideia de onde poderia estar, apenas conhecia as insígnia das armas do homem que ele imaginava que a roubara. Mas enquanto lutava de forma despretensiosa e dia após dia invadia cidades com seus companheiros que causavam muitas mortes e também morriam, Thomas foi sendo reconhecido por sua inteligência nas batalhas e também por sua capacidade de matar, porém o que não esperava é que nesse caminho em busca de uma vitória contra os franceses, ele cruzaria diretamente com a história do Arlequim, aquele homem que destruiu sua aldeia, e também não imaginava que esse homem e a família da qual ele vinha possuía muitos segredos que envolviam Thomas e o colocavam no rastro da lança de São Jorge e também no rastro de um objeto sagrado, o santo graal, ao mesmo tempo que se revelavam lendas e mistérios inexplicáveis.

"- Hookton - disse ele -, Hookton. Meu bom e doce Cristo, Hookton. - Ele ficou calado por alguns instantes. - E é claro que você é um maldito Vexille. Você tem a insígnia deles no seu arco.
- Meu arco?
- Você o deu para Eleanor carregar! Ela o guardou.
Thomas fechou os olhos. Sentia dor no pescoço, pelas costas e na cabeça.
- Eu acho que é a insígnia de meu pai - disse ele -, mas na verdade eu não sei, porque ele nunca falou na família dele. Eu sei que ele odiava o pai. Eu não gostava muito do meu, mas os seus homens o mataram e eu jurei vingá-lo.”

Bernard Cornwell constrói nesse primeiro livro de uma trilogia, uma história sangrenta, carregada de personagens e batalhas, envolvendo cenários reais e fictícios e contando-nos, através dessa obra uma parte da história da idade média e daqueles que fizeram parte dela.

"- Neste caso, você tem um dever dado por Deus - disse o pequeno homem com uma força surpreendente -, que é acabar o serviço que foi deixado por terminar há cem anos. Mate todos eles! Mate-os! E mate a mulher. Está me ouvindo, rapaz? Mate a filha do rei do sul antes que ela seduza a França para a heresia e a maldade."



Bernard Cornwell era um daqueles autores que eu tinha vontade de ler há muito tempo mas que por um motivo ou outro fui adiando. No meu caso eu o evitava principalmente porque imaginava que seus livros seriam cheios de detalhes e requeriam uma leitura muito atenta e nem sempre eu me sentia preparada para isso, mas estava certa nas minhas suposições. Porém, há alguns dias atrás, sem saber o que ler, resolvi iniciar o prólogo de O arqueiro, que é o primeiro livro da trilogia a busca do graal. Inicialmente o envolvimento foi muito lento. O prólogo nos apresenta uma dezena de fatos, todos muito detalhados e uma narrativa com muitas explicações o que torna o livro bastante denso, mas a medida que fui lendo para descobrir se o livro me interessaria, fui fisgada para dentro da trama e ao chegar no fim do epílogo, que é bem grande, eu me sentia como se tivesse acabado de ver o  thriler de um filme e agora precisava com toda urgência descobrir o resto da história, e foi o que fiz.

Não vou dizer em nenhum momento que essa é uma narrativa fácil ou um livro que pode ser lido sem atenção, pelo contrário, é uma história que requer bastante do leitor mas que após nos acostumarmos com a narrativa ficamos encantados e ao final de tudo eu apenas me sentia muito próxima de todos aqueles personagens e desejava já começar mais uma obra tão rica quanto aquela que acabara de ler, e apenas não emendei o segundo livro pois precisava absolver tudo o que tinha lido, mas  senti que posso afirmar, mesmo com uma única leitura que o autor entrou para minha lista dos autores dos quais desejo conhecer muitos outros livros.

A minha vontade é de descrever apenas as partes boas desse livro, como os acontecimentos que são descritos com perfeição e que fizeram eu me sentir como se estivesse assistindo aquelas batalhas sangrentas, ouvindo o barulho das cordas estralando quando as flechas eram atiradas,  e como se estivesse visualizando o suor e o grito de cada homem e todo o mar de sangue que restava ao fim das lutas. Ou ainda devo falar o quão bem construídos foram cada personagem, todos trazendo consigo características únicas e que os tornavam personagens muito humanos, nunca perfeitos demais, apenas pessoas cheias de defeitos e qualidades, pessoas com inteligência e com mesquinhez, com egoísmo, como acontece com os seres humanos reais. Além disso, temos os cenários que com certeza merecem um destaque especial. Cada fortaleza de pedra, igreja ou estrada podem ser visualizadas claramente pelo leitor, graças a descrição que o autor faz de tudo, incluindo a posição em que cada grupo ficava em uma batalha.

Porém, sei que para alguns leitores que não são tão fãs desse tipo de livro haverá muitos pontos que podem se tornar incômodos, pontos que não posso deixar de destacar e que por momentos também me perturbaram, mas o saldo de coisas boas encontradas no livro para mim foi bem maior. O primeiro destes pontos é as batalhas: apesar de elas serem muito bem descritas elas existem em uma quantidade grande, o que deixa a narrativa por vezes entediante e avançamos três ou quatro páginas e parece que estamos lendo as mesmas coisas, porque tudo é descrito com os mínimos detalhes. Além disso, também há a falta de romance, pois existe sim o envolvimento entre alguns personagens, mas não é aquele romantismo que vemos hoje em dia, é algo mais prático, onde alguém decide ficar com o outro e então isso é feito, sem alardes, sem muita menção aos sentimentos e onde mulheres acompanham seus homens no meio das batalhas, correndo perigo e sujeitas a morte, não havendo aqui os famosos estereótipos de donzelas em perigo, o que há é mulheres que na maioria das vezes tem suas vidas governadas pelos homens e por vezes há aquelas que tentam tomar as rédeas de tudo mas que são impedidas ou enganadas, devido aos costumes da época, inclusive na nota histórica localizada no fim do livro o autor discorre a respeito da falta de cavalheirismo e de  cortesia daqueles homens retratados na história, mas ele destaca que aquilo existia sim na época, mas não em um campo de batalha onde o tempo todo está em jogo a vida e a morte. E o terceiro ponto que devo destacar é a quantidade de personagens, nomes e acontecimentos, que me fizeram muitas vezes voltar algumas páginas no livro, pois algo sobre o qual eu tinha lido uma menção anteriormente começa fazer sentido só algumas páginas adiante e as vezes precisava ler com mais atenção sobre algum personagem que já havia sido mencionado.

Em relação aos segredos que permeiam o livro, relacionados a lança de São Jorge e ao santo graal, achei tudo muito interessante, principalmente por serem dois objetos que são mencionados até hoje pois foram importantíssimos para a história, mas sobre os quais eu pouco conhecia e pude vir a conhecer um pouco nesse livro e poderei conhecer ainda melhor nos outros que virão.
Thomas, como já mencionado  é o personagem principal do livro. Junto a ele houveram outros que para mim tiveram destaque e foram eles: sir Guillaume, um nobre francês oponente dos ingleses mas que por circunstâncias alheias a sua vontade tem sua vida cruzada com a do arqueiro. Também outra pessoa marcante foi Jeanette, uma viúva que defendia com garras e dentes o título de seu filho, que era conde, após a morte do pai, e é uma mulher que passou por muitas provações. E por fim, dentre tantos outros personagens o rei Eduardo III foi alguém com destaque por estar participando diretamente das decisões relacionadas às batalhas e por estar nos locais de luta, lado a lado com seus homens.

O livro é todo narrado em terceira pessoa e é dividido em três partes, simbolizando os locais onde Thomas participou de batalhas, a Bretanha, a Normandia e Crécy. Ao fim do livro o autor também nos traz uma nota histórica, onde declara o que foi romanceado e o que é pura verdade.
Nesse livro, ao contrário da maioria  das obras históricas que encontramos, onde os guerreiros estão encima de cavalos, com lanças e elmos, encontramos aqui arqueiros que contavam apenas com a força de seu corpo e de seu arco e que foram peças decisivas e importantes para o desfecho de algumas batalhas.

Recomendo essa obra para todos os leitores que gostam de livros detalhados, com um pano de fundo histórico muito completo, sendo um livro que ao seu término sentimos que aprendemos muito com a leitura.

39 comentários:

  1. Olá
    Eu não conhecia esse título, mas já fiquei muito curiosa por conta da premissa e suas complexidades, pelo lado histórico e por todos os detalhes e segredos envolvidos. Ótimo que há o exclarecimento sobre o que é verdade e o que não é nesse contexto. A ambientação deve ser incrível pelo que pude perceber, e com certeza gostaria de ler também!
    Beijos, Fer
    www.segredosemlivros.com

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  2. Oi Tamara, eu gosto muito de livros que nos deixam esta sensação, de que a leitura agregou algo. Acho que os detalhes não me incomodariam tanto, se o enredo, o plot principal, me conquistasse, mas nãos ei se é uma leitura que eu faria no momento.
    Dica anotada.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  3. Bernard Cornwell é muito elogiado, um dos principais elogios é o talento que ele tem em descrever certas coisas com muitos detalhes e conseguir emergir o leitor na história. Dele eu tenho As Crônicas de Arthur, se não me engano é assim que chama a trilogia.... mas meu foco mesmo são As Crônicas Saxônicas. Infelizmente, os livros dele são mt caros, não vou conseguir comprar nada por enquanto, mas é um autor q não sai da minha lista nunca... e essa série aí que entra o Arqueiro, O Herege e o outro que esqueci tbm estão por lá...

    Raissa Nantes

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  4. Oi, Thamara. Vou ser sincera com você e dizer que livros desse gênero dificilmente são lidos por mim. Acredito que a trama deve ser bem envolvente e com uma história de tirar o fôlego, mas sempre acho que acaba se tornando densa demais, cheia de idas e voltas, muitos personagens, coisa que eu realmente não gosto. É muito bom saber que agradou a leitura, mas eu ainda assim não leria.
    Beijo! Leitora Encantada

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  5. Olá!
    Gosto muito de histórias medievais e apesar de não gostar de gostar muito de narrativas extremamente detalhadas sempre relevo isso quando a história me cativa, já que pro gênero os detalhes são essenciais. Ainda não li nada do autor mas tenho muita vontade pois acho os temas que ele acrescenta à trama muito interessantes, como a busca pela lança de São Jorge nesse livro.
    Excelente resenha!
    Beijos!
    Por Livros Incríveis

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  6. Eu tenho certa preguiça com livros de dificil leitura, e é por isso que eu ando evitando os livros de Martin. Fiquei um pouco pé atrás quando você disse que precisa de muito foco para esse livro. Por mais que a história parece ser ótima e com um bom enredo, desenvolvimento e ambientação, vou passar a dica por enquanto.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

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  7. Olá
    Assim como você já faz um bom tempo que quero ler o autor, no meu caso ainda não consegui, mas já estou providenciando dois para o ano que vem. Os pontos que poderiam ser negativos, acho que não me atrapalharia, e eu gosto muito de romances com base histórica, de poder ler um livro e depois pesquisar esses fatos, eu acho isso uma maravilha.

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  8. Oie!
    Eu ainda não li nenhum dos livros do autor, mas sempre ouvi super bem sobre a narrativa dele. Eu ainda não li essa trilogia, mas estou curiosa para conferir. Já notei a dica.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  9. Oi, Tamara. Eu ainda não conhecia o autor mas mesmo sendo um gênero que eu goste, confesso que fiquei receosa para a leitura. Estou acostumada a ler livros com essa temática e muitas batalhas acabam ficando cansativas mesmo, em algumas leituras, e esse livro me pareceu acontecer isso. Mas de qualquer maneira o enredo parece ser muito bom e fiquei curiosa.

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  10. Oi Tamara,
    O livro parece interessante, mas suas observações sobre a densidade dele me deixam temerosa de ler. O enredo me atrai, porém acredito que durante a leitura serei daquele tipo que vai querer pular as páginas para chegar no que realmente quero saber.
    Tive uma experiência com um livro que era muito detalhista também, nas cenas de batalha, e eu ficava agoniada querendo ler mesmo sem vontade para acabar logo e ver como terminava. Acho que esse é um livro para realmente se ler quando estamos com disposição para algo mais histórico e detalhado, o que não é muito minha preferencia agora.

    Bjs,
    Garotas de Papel

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  11. Olá,
    Já li alguns livros do autor, mas esse eu confesso que estou enrolando para iniciar.
    A premissa é bem interessante e o autor retrata essa parte da história aparentemente com muita maestria. Tenho certeza que é uma leitura rica em detalhes e que para tal é necessária uma atenção a mais e se entregar a ela sem pressa.
    Adorei a resenha e fiquei um pouco mais animada a tentar ler também.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  12. Oi, tudo bom?

    Uau que resenha bem elaborada! Arrasou!
    Mas não gostei da temática do livro e nem da capa, confesso!
    Não leria.

    Beijos:*
    treslivrolatras.blogpot.com

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  13. Olá,

    Já ouvi falar bastante no autor e sempre coisas muito boas, mas os livros dele não fazem o meu gênero. Pelo título fiquei empolgada para fazer a leitura, porém a história do livro não conseguiu me prender, me fisgar.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br

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  14. Olá!! :)

    Eu não conhecia este livro e adorei ler a tua resenha, esta muito boa! :) Acho fantástica a premissa...

    Eu gosto de Historia (ainda que não muito os tradicionais romances históricos). e essa perspetiva diferente agradou-me! :) E fico contente que esteja bem desenvolvida e que mude de posição, do infante para o arqueiro! :) ahah

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  15. Oi, Tamara!

    Não curti muito o gênero, nem a capa do livro, também procuro passar os livros que contenham muito detalhe desnecessário. Dessa vez vou passar a dica :/


    Sucesso com o blog sempre!
    Beijos, Belle.
    floraliteraria.blogspot.com

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  16. Oie...
    Adorei conferir sua resenha, mas, infelizmente essa obra não é pra mim, pois, muitas das suas menções iriam me incomodar bastante como a falta de romance, essas lutas intermináveis e consequentemente por não ser uma leitura fluída. Mas, enfim, fico feliz que você tenha gostado, mas, realmente não é um livro para mim.
    V
    Beijo

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  17. Oie!!
    Então, acho que esse livro não faz muito o meu estilo. Você arrasou na sua resenha, mas livros detalhados dessa forma são um tanto complicado para mim, assim como é complicado o fato histórico... Então apesar da ótima recomendação, o livro não é para mim.

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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  18. Não conhecia o livro e olha que sou parceira da Record. Estou boba com essa capa, muito bonita. Mesmo sendo uma trilogia e eu não curti livros em continuação, fiquei bem atraída pelo enredo, certamente o leria. "A minha vontade é de descrever apenas as partes boas desse livro" esse trecho e´bastante curioso, visto que me remete a algo como um purgatório literário. leitura como um julgamento.

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  19. Achei bem legal saber que o autor esclarece o que é verdade nos fatos históricos e o que foi romanceado, sempre fico maluca pesquisando essas coisas... Rs... Nunca li nenhuma obra dele mas esse foi o primeiro livro que comprei, por causa do título, e estou bem ansiosa para ler. Não me importo com histórias mais densas, cheias de detalhes, que demandam atenção, mas fiquei com receio por causa disso que você falou de ter voltado páginas, odeio quando acontece comigo, espero que eu não precise recorrer a isso. Pretendo ler logo.

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  20. Uau, sua resenha ficou ótima, sério! Eu também penso isso que você falou no início: tenho muita vontade de ler as obras do autor, mas medo de ser uma leitura detalhada e lenta. E mesmo você confirmando isso, ainda sim quero um dia ter tempo e conferir uma obra dele. Que pena saber das cenas de batalha, realmente é chato quando fica muito repetitivo.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  21. Não conhecia a trilogia e mesmo com estes poréns que você levantou, gostaria de ler. Pelo menos já vou saber os prós e contras e estarei preparada.
    Bjs

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  22. Oi Tamara!
    Eu gosto bastante de livros que tratam de itens históricos que não se tem muito conhecimento e que tem essa parte mitológica. Eu conheço o autor só de nome - sempre vejo as pessoas falando muito bem da escrita e construção dele, porém ainda não tive a oportunidade de ler.
    Como você, acho que deve ser uma leitura mais lenta, prestando mais atenção nos detalhes (que pelo jeito tem bastante e isso me atrapalha um pouco...). Quando for ler, preciso estar lendo só ele e com calma. E no momento isso está um pouco difícil, rsrs.
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/2016/10/para-que-dividir-nunca-jamais.html

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  23. Oi Tamara, já li alguns livros que possuem características parecidas com este, principalmente com muitos personagens em que acabei me perdendo e ter que ler algumas partes mais de uma vez. Achei legal o autor ter colocado uma explicação no final do livro sobre o cavalheirismo e/ou a falta dele naquele século. Sempre que vemos cenas de exércitos do século XIV, o descaso com as mulheres é notável, sendo os homens reverenciados e as mulheres apenas objetos. Gostei do autor ter se dado ao trabalho de explicar que existiu cavalheirismo fora esses momentos. bjs

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  24. Oiee Tamara ^^
    Eu até que gosto de histórias descritivas, parece que prende mais a gente na cena em questão, mas muuuito descritivo se torna cansativo, né? Eu ainda não conhecia esse livro, mas gostei da premissa, parece ser o tipo de livro cuja leitura eu gostarei, principalmente por ter uma carga histórica no meio.
    MilkMilks ♥
    Milkshake de Palavras

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  25. Olá Tamara,
    Sempre ouço muitos elogios para esse autor e adorei conhecer sua opinião. Gosto muito de obras que exigem que o leitor preste atenção e que não funcione apenas como palavras jogadas para um entretenimento sem muito enriquecimento.
    Fiquei muito feliz por saber que a descrição do autor fez você se sentir em meio às sangrentas e estou me perguntando se me sentiria da mesma forma.
    Acho que esse livro foi escrito para mim e, claro, anotei a dica.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  26. A capa é linda! Mas eu não curto nem um pouco essa linha literária!
    Já meu marido AMA!! Já tá anotado o presentinho de natal que ele vai receber!! huauhauha
    Obrigado pela dica!! ;)

    #Ana

    https://literakaos.wordpress.com/

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  27. Gostei bastante da sinopse mas admito que não leria o livro, por não ser do meu gênero literário usual. Sua resenha ficou incrível, muito Bem escrita, parabéns, gostei bastante!!

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  28. Oi Tâmara, tudo bem? Nós conversamos outro dia sobre esse autor e eu te disse que não gosto de histórias muito descritivas. A verdade é que o enredo desse livro nada tem haver comigo pico o tipo de leitura que eu gosto. Mas você acabou de me dar a dica que eu precisava de presente para comprar para o meu noivo no natal. Tenho certeza que ele vai amar uma vez que já é fã do autor por conta das crônicas saxônicas.
    Dica anotada...
    Bj

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  29. Oi querida,
    Eu não conhecia o autor, muito menos as suas obras. Mas como você descreveu a sua obra, eu fiquei pensando porque eu nunca parei para ler ou saber nada dele.

    Bom, como pode ver eu ainda não li esse livro, mas já o coloquei em minha lista de talvez eu leia logo. Pois como pode ver é a primeria resenha do livro que leio ♥ Já que o livro foge do meu gênero comum que é romance e New Adult, mas nada melhor do que sair da Zona de Conforto.

    Beijoss, Enjoy Books

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  30. Oi, tudo bem?
    Eu confesso que não gosto muito desse tipo de leitura, logo não fiquei muito animada, mas gostei muito da resenha, porque está bem completa. Um dos pontos que eu não gosto são batalhas descritivas, acabo ficando entediada e esse livro ter muito disso não me deixa animada mesmo. Enfim, não é o tipo de leitura que eu faria no momento

    Beijos :*

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  31. Olá!!
    Já conhecia esse livro a um tempinho mas nunca tinha lido nenhuma resenha sobre ele e como gosto bastante sobre o tema já fiquei muuuuito interessada principalmente sobre o fato de que são mencionados alguns objetos históricos e rola um certo mistério no meio! Dica super anotada!!

    http://livroaoavesso.blogspot.com.br/2016/10/resenha-o-coracao-da-esfinge-colleen.html

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  32. Oi
    Eu tenho muita vontade de ler algum livro desse autor mas como você tenho muito receio de ler um livro com uma carga histórica tão densa em um momento onde ando apressado e vou acabar não apreciando o livro como se deve. Gostei da sua resenha, talvez quando tiver mais disponível vou ler esse livro dele pra poder descobrir sobre a escrita do Bernard.

    Talita - www.viciadosemleitura.blog.br

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  33. Embora trate-se de um livro para ler com bastante atenção, fiquei muito interessada na leitura. A premissa é muito boa, além disso, eu tenho uma queda por esse gênero. Gostei muito da sua resenha, sobretudo gostei do cuidado que você teve em mostrar o que poderia desagradar alguns leitores, embora quisesse falar apenas dos pontos positivos. Parabéns, você escreve mito bem!

    Tatiana

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  34. Oioi...
    Esse livro é novidade para mim!
    Achei a capa bem linda e a sinopse interessante, gostei dos pontos que abordou sobre o livro, acho que seria algo que leria e me prenderia facil.
    Nao conheço o tranbalho de Bernard Cornwell, e to vendo que vou precisar de atenção pra ler, pois a historia é mais complexa e tal.
    Gostei da dica.
    Beijos

    Livros e SushiFacebookInstagramTwitter

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  35. Olá
    nossa que bom que gostou tanto da leitura, bem legal a dica pra quem curte o gênero e gostei do enredo, está bem interessante, dica anotada

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  36. Ooi! Achei bem interessante o enredo, mas não é a leitura que estou procurando agora, ainda mais que seja um pouco difícil de entender algumas coisas rs
    Parabéns pela resenha!
    Bjs

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  37. Oieee
    Sempre vejo as obras do autor pela blogosfera e sempre leio comentários muito bons sobre ela, mas ainda não tive a oportunidade de ler nada relacionado a ele.
    Mas sem dúvidas quero muito ler a sua resenha está incrível e me fez ficar muito curiosa em relação a escrita do autor.
    beijooos

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  38. Tamara, tudo bem?

    Tenho muita curiosidade acerca das obras de Bernard Cornwell, e embora tenha livros dele aqui na estante, ainda não os li justamente pelo que você comentou e tenho a mesma sensação: são livros que requerem uma atenção maior, mas não só iso, uma disposição maior também para apreender tudo que é detalhadamente explicado. Confesso que acabo optando por leituras mais fluidas, principalmente porque a lista só cresce. Acredito que nas férias, com tempo e sem correria, eu pegue algum livro dele.

    Sua resenha está fantástica, além de muito bem escrita, destaca pontos importantíssimos para quem quer conhecer o autor. Parabéns!

    Beijo

    Leitoras Inquietas

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  39. Tamara, tudo bem?
    Achei super legal essa ambientação que você citou em seu ponto de vista.Enquanto leitores, podemos visualizar as pedras, fortalezas. São poucos os autores que conseguem equilibrar o cenário com as personagens sem um seja mais evidenciado que o outro. É um tipo de leitura que eu leria pelo fim de semana por merecer a minha atenção.

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